Marcado como o Dia Internacional de Luta contra o Câncer na Infância, o dia 15 de fevereiro é um convite à conscientização e para isso é preciso informação de qualidade. Nesse artigo quero dar atenção especial aos tumores que podem afetar a coluna vertebral, que embora sejam mais frequentes em adultos, também podem surgir na infância e adolescência.

Uma vez que a coluna é uma estrutura central para o crescimento, a mobilidade e a proteção do sistema nervoso, qualquer alteração nesse eixo pode impactar diretamente a vida da criança.

Alguns tipos de câncer podem surgir ou atingir a coluna na infância ou adolescência. Entre os tumores primários, destacam-se o sarcoma de Ewing, o osteossarcoma (mais comum nos ossos longos, mas possível na coluna) e tumores benignos agressivos, como o tumor de células gigantes, em adolescentes. Além disso, alguns cânceres infantis, como neuroblastoma, leucemias e linfomas, podem causar infiltração óssea ou compressão da medula espinhal, afetando o movimento e a estabilidade vertebral.

Os sinais nem sempre são óbvios. Dor persistente nas costas, dificuldade para caminhar, alterações na postura, fraqueza nos braços ou pernas e até mudanças no comportamento da criança, como evitar brincadeiras ou atividades habituais, podem ser pistas importantes. Quando o tumor compromete a estrutura óssea da coluna, existe risco de fraturas, deformidades e compressão neurológica, o que reforça a importância de uma avaliação especializada e precoce.

O tratamento desses casos exige uma abordagem multidisciplinar, e a ortopedia oncológica tem papel fundamental na preservação da estabilidade da coluna, da mobilidade e da qualidade de vida. Cirurgias planejadas com precisão, técnicas avançadas e, sempre que possível, procedimentos menos invasivos ajudam a proteger o desenvolvimento da criança e a permitir que ela continue crescendo com segurança.

Quando você se informa e está atento aos sinais e sintomas, isso aumenta as chances de um diagnóstico precoce e, como consequência, permite um cuidado especializado que faz toda a diferença, não apenas no tratamento da doença, mas no futuro dessa criança.


Dr. José Carlos Barbi – CRM 32705

 

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